Votos sem biometria no 2º turno de 2026: o que os logs das 499 mil urnas mostram
Cerca de 8,6 milhões de eleitores votaram sem que a urna reconhecesse a digital. Lemos o registro de 499.177 urnas, eleitor por eleitor, para responder às perguntas que mais circularam: isso daria para mudar o resultado? Favoreceu alguém? Um mesário poderia votar no lugar de quem faltou? Há urnas fora do padrão? E dizemos também o que os dados não conseguem responder.
8,6 mieleitores liberados sem biometria, 6,75% de quem votou
6,68%a taxa no 1º turno, praticamente a mesma
51%das liberações teriam de ser votos falsos, todos para um lado, para mudar o resultado
−0,001ponto de mudança do voto por ponto de liberação manual, no mesmo município: indistinguível de zero
Pergunta
O que os dados mostram
Quantos eleitores votaram sem biometria?
8.632.488, ou 6,75% de quem votou no Brasil. No 1º turno, em que o Flávio ficou em primeiro, foram 6,68%.
Isso é suficiente para mudar a eleição?
Só se mais da metade (51%) de todas as liberações sem biometria do país fossem votos falsos, e todos para o mesmo candidato. Os testes abaixo não encontram sinal disso. Eles não excluem tudo: a seção 8 e os limites dizem o que fica de fora.
Nas urnas em que isso aconteceu mais, alguém foi favorecido?
Os testes não mostram isso. Onde há mais liberação manual, o Lula tem mais votos, mas já tinha no 1º turno. Comparando seções do mesmo município, a mudança do voto não acompanha a liberação manual (−0,001 ponto por ponto de liberação, margem de −0,004 a +0,002). Se o aumento fosse voto falso, seria +0,48 (Lula) ou −0,52 (Flávio).
Onde a liberação subiu, o comparecimento subiu junto?
Quase nada. Votar no lugar de um ausente aumenta as duas coisas. Cada ponto a mais de liberação veio com +0,02 ponto de comparecimento, quando seriam cerca de +0,8 se fossem votos de ausentes.
O mesário precisa pôr a digital dele para liberar?
Sim, e a urna grava. Em 67,7% das liberações, a urna reconheceu um dos mesários e anotou o título de eleitor dele. Nas outras 32,3%, a digital não era de nenhum mesário registrado naquela urna: a urna guardou a digital e liberou mesmo assim. É uma fragilidade do procedimento, sem relação visível com o voto.
Há urnas fora do padrão?
Sim, 122. Elas somam 29.551 eleitores e deram ao Lula um saldo de 6.214 votos. Nelas, o voto mudou como no resto do país, mas o comparecimento subiu mais que a média, o equivalente a cerca de 800 eleitores. Elas merecem conferência pelo TRE. Anulando todas, a diferença final cairia de 4.430.191 para 4.423.977.
O que esta auditoria não consegue saber?
Se o eleitor liberado estava mesmo na seção (isso está no caderno de votação, com a assinatura), de quem era o dedo lido nas tentativas, em quem votou cada eleitor (o voto é secreto) e se o software da urna registrou tudo corretamente. Veja os limites.
1. Como funciona a liberação sem biometria
Na seção, o mesário digita o título de eleitor (ou o CPF) e a urna mostra a foto do eleitor. O eleitor coloca o dedo no leitor. Se a digital bate com a do cadastro, a urna libera o voto. Isso aconteceu com 93% dos eleitores.
Quando a digital não é reconhecida depois de até quatro tentativas, começa a liberação manual: o mesário confere o documento, digita o ano de nascimento do eleitor, que a urna compara com o cadastro, e coloca a própria digital no leitor para autorizar. O eleitor assina o caderno de votação. Na liberação manual, portanto, a identificação do eleitor passa a depender do mesário, e é por isso que a pergunta "um mesário poderia votar no lugar de quem faltou?" faz sentido e merece resposta com dados.
Cada um desses passos fica gravado, com horário, no log da urna, o registro de eventos que o TSE publica para todas as urnas. Este é um trecho do log da seção 1 da zona 9 de Bujari (AC), no dia 25 de outubro. Cortamos as tentativas 2 a 4, que repetem a 1ª, e ocultamos o número do mesário:
Solicita digital. Tentativa [1] de [4]
Capturada a digital. Tentativa [1] de [4]
Número de tentativas de reconhecimento do dedo. Tentativa [1] de [4]
(… tentativas 2, 3 e 4, até 06:03:07, sem reconhecimento …)
Solicitação de dado pessoal do eleitor para habilitação manual
Dado digitado confere
Solicita digital do mesário
Biometria do mesário 0047•••••445 encontrada em eleitores
Mesário 0047•••••445 habilitou o eleitor
Eleitor foi habilitado
Tecla indevida pressionada
Voto confirmado para [Governador]
A hora é a do relógio da urna, no fuso local. O Acre está duas horas atrás de Brasília: 6h02 no Acre são 8h02 em Brasília.
Com o log, dá para saber, para cada eleitor, se ele foi liberado pela digital ou manualmente, quantas leituras de digital a urna fez, se reconheceu o mesário que autorizou e em que horário. Não dá para saber de quem era o dedo lido nem em quem o eleitor votou: os votos ficam num arquivo separado, o registro digital do voto (RDV), gravado pela urna em ordem embaralhada, sem horário nem ligação com o eleitor.
Lemos o log de 499.177 das 499.205 urnas do 2º turno (as 28 restantes não estão nos pacotes públicos do TSE; 27 são do exterior). São os arquivos dos pacotes "Arquivos transmitidos para totalização", cuja cadeia de resumos conferimos na auditoria principal até o índice assinado pelo TSE. A assinatura digital de cada urna sobre esses resumos não foi conferida. No Brasil, fora o exterior, o log registra 127,7 milhões de eleitores habilitados, e o BWeb, 127,9 milhões de votantes.
2. Quantos e onde
Pelos microdados do TSE (BWeb), 8.632.488 eleitores foram liberados sem biometria no 2º turno, 6,75% dos 127,9 milhões que votaram no Brasil. No 1º turno foram 8.342.249, ou 6,68%. No exterior não há biometria, e as seções de lá ficam fora destas contas. Pelo log, contamos 8.616.702 liberações manuais, 0,2% a menos que o BWeb.
Liberação manual acontece no país inteiro: 99,9% das urnas tiveram ao menos uma, cerca de 17 por urna. Por estado, a taxa mudou pouco do 1º para o 2º turno, mas não ao acaso: subiu em todos os estados do Nordeste e caiu em Mato Grosso do Sul, Paraná, Tocantins, Distrito Federal e Goiás.
Eleitores liberados sem biometria, por estado (% de quem votou)
1º turno (4/10)2º turno (25/10)
A taxa variou entre −0,57 ponto (MS) e +0,43 (AL). Subiu em todo o Nordeste e caiu em MS, PR, TO, DF e GO; a seção 4 testa se isso tem relação com o voto.
Como o Nordeste vota mais no Lula, a taxa subiu mais onde o Lula é mais forte: a correlação entre os estados é de +0,54. Isso, sozinho, não diz se houve voto falso. O teste está na seção 4: se a liberação a mais fosse voto falso para o Lula, o Lula deveria ter crescido mais onde ela subiu. Aconteceu o contrário (correlação de −0,27). O Piauí teve uma das maiores altas da liberação (+0,35 ponto) e o menor crescimento do Lula (+1,21 ponto). Mato Grosso do Sul teve a maior queda (−0,57) e um dos maiores crescimentos do Lula (+3,22).
A página principal da auditoria mostra 6,66% e 6,73%: ela divide pelo comparecimento incluindo o exterior. No 2º turno ela usa 8.619.842, que é a soma só das seções que já existiam no 1º turno.
3. Dá para mudar a eleição?
Só se mais da metade de todas as liberações sem biometria do país fossem votos falsos, todos para o mesmo lado. Os testes deste artigo não encontram sinal disso.
O Lula venceu por 4.430.191 votos. Para essa diferença vir de votos falsos liberados sem biometria, seria preciso que 4,43 milhões das 8,63 milhões de liberações, ou 51%, fossem de pessoas que não estavam lá, e que todos esses votos fossem para o Lula. Se os votos falsos se dividissem entre os dois candidatos, seria preciso ainda mais.
A diferença final e o tamanho das liberações sem biometria (milhões)
Para mudar o resultado, os votos falsos, todos para um lado, teriam de superar a diferença final: mais da metade de todas as liberações do país.
A taxa quase não mudou. Do 1º para o 2º turno, as liberações aumentaram em 290 mil, mas o comparecimento também subiu, em 2,9 milhões. Com a taxa do 1º turno, seriam esperadas 195 mil a mais. Sobram cerca de 95 mil, 2% da diferença final. Uma fraude que já existisse com a mesma intensidade no 1º turno não apareceria nessa conta, e por isso a testamos de outro jeito na seção 4.
Metade das liberações seria fraude em quase toda urna. As liberações estão espalhadas por 497 mil urnas, cerca de 17 por urna. Para 51% delas serem falsas, seriam umas 9 por urna, em praticamente todas as seções do país, com a participação ou a omissão dos mesários e fiscais de cada uma.
As urnas realmente fora do padrão são poucas. As 122 urnas da seção 7 somam 29.551 eleitores e deram ao Lula um saldo de 6.214 votos. Anulando todas, a diferença seria de 4.423.977. Tirando do Lula todos os 17.389 votos que ele teve nelas, seria de 4.412.802.
4. Favoreceu alguém?
Os testes não mostram sinal de que a liberação manual tenha favorecido um dos candidatos.
O que é verdade: nas seções com mais liberação manual, o Lula tem mais votos. Mas isso já era assim no 1º turno, antes de qualquer coisa do 2º: é uma característica dessas seções, não do dia 25. A pergunta que testa fraude não é "onde há mais liberação, quem tem mais votos?", e sim "onde há mais liberação, o voto mudou diferente?"
Parcela do Lula entre os dois finalistas, por parte de liberados sem biometria na seção
1º turno2º turno
Seções do Brasil (sem o exterior) agrupadas pela liberação sem biometria no 2º turno. Onde há mais liberação, o Lula já estava mais alto no 1º turno, e a distância entre os pontos (a mudança) tende a ser menor, não maior.
Nas seções com mais liberação manual, o Lula já começava mais alto no 1º turno, e a mudança entre os turnos tende a ser menor onde há mais liberação, não maior. A tendência aparece em todas as regiões, com pequenas oscilações entre faixas vizinhas:
Mudança do Lula (pontos), por liberação sem biometria no 2º turno
0% a 2%
2% a 5%
5% a 10%
10% a 20%
20% a 30%
Nordeste
+2,29
+2,32
+1,97
+1,46
+0,97
Sudeste
+3,91
+3,85
+3,59
+3,33
+2,92
Sul
+3,38
+3,38
+3,21
+2,90
+2,42
Centro-Oeste
+3,63
+3,56
+3,35
+2,99
+2,47
Norte
+2,36
+2,52
+2,39
+1,95
+2,29
Parcela do Lula entre os votos dos dois finalistas, 2º turno menos 1º turno, nas mesmas seções. As faixas não são as mesmas da página principal, que junta tudo abaixo de 5%, por isso os números diferem um pouco. No Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste, onde o Lula tem entre 30% e 51% nessas faixas e não há "teto" para crescer, a mudança também cai conforme a liberação sobe.
O teste mais direto: seções do mesmo município
Se votos falsos tivessem entrado pela liberação manual, as seções em que a liberação aumentou do 1º para o 2º turno deveriam ter mudado mais para o candidato beneficiado. Para tirar o efeito do lugar, comparamos cada seção com a média das seções do seu próprio município: quanto a liberação manual dela subiu além da média do município, e quanto o voto dela mudou além da média do município.
Se todo o aumento da liberação manual fosse voto falso para o Lula, cada ponto a mais de liberação levaria a cerca de +0,48 ponto para ele. Se fosse para o Flávio, −0,52. O que aconteceu foi −0,001 ponto, com margem de −0,004 a +0,002 (intervalo de 95%, calculado tratando as seções de um mesmo município como um bloco, porque elas não são independentes).
Mudança do voto conforme a liberação sem biometria subiu, comparando seções do mesmo município
O que aconteceu (média das seções em cada faixa)Hipóteses de fraude (tracejado)
Eixo vertical: quanto a parcela do Lula mudou (pontos) além da média do município. Cada ponto roxo é a média das seções numa faixa de aumento da liberação manual. Se o aumento fosse voto falso, os pontos seguiriam uma das linhas tracejadas. Seguem o zero: inclinação de -0,001 ponto por ponto.
A ponta direita da linha roxa desce um pouco, para cerca de −0,2 ponto, nas 3 mil seções em que a liberação subiu 6 pontos ou mais além do município. É um desvio na direção do Flávio, mas cerca de 20 vezes menor do que o esperado se esse aumento fosse voto falso para ele, e no sentido contrário ao esperado se fosse para o Lula.
A margem também diz o tamanho máximo que um efeito desse tipo poderia ter: no máximo cerca de 0,4% do aumento da liberação manual seria voto falso para o Lula, ou 0,8% para o Flávio. Aplicado ao aumento de 290 mil liberações do 1º para o 2º turno, isso daria no máximo uns 1.100 votos para o Lula ou 2.200 para o Flávio.
E se a fraude fosse espalhada pela cidade inteira?
Comparar cada seção com o seu município não enxerga uma fraude igual em todas as seções de uma cidade. Por isso fizemos o mesmo teste entre municípios do mesmo estado: nos municípios em que a liberação manual subiu mais, o Lula mudou +0,008 ponto por ponto (margem de −0,033 a +0,049), longe do +0,48 ou −0,52 esperado. Entre estados, o teste é o da seção 2: onde a liberação subiu, o Lula cresceu menos.
E o comparecimento?
Votar no lugar de um ausente faz subir, ao mesmo tempo, a liberação manual e o comparecimento. Se o aumento da liberação fosse voto de ausentes, cada ponto a mais de liberação viria com cerca de +0,8 ponto de comparecimento. No mesmo município, veio com +0,02 (margem de +0,017 a +0,025). Entre municípios do mesmo estado, com −0,07.
O mesmo teste também ajuda com uma fraude que existisse igual nos dois turnos, que as comparações entre turnos não veem. Se uma parte das liberações fosse voto de ausentes, as seções com mais liberação manual teriam comparecimento acima das outras seções do município. Têm abaixo: cada ponto a mais de liberação manual vem com 0,10 ponto a menos de comparecimento no 2º turno, e 0,15 no 1º. Uma explicação possível é o perfil dessas seções (por exemplo, mais eleitores idosos, que faltam mais), mas esta auditoria não tem dados de idade por seção. Para esconder uma fraude em escala, esse perfil teria de ser forte o bastante para inverter o sinal.
5. O horário das liberações
A liberação manual foi mais frequente de manhã e menos frequente no fim do dia.
Uma das teses que circularam é que mesários votariam no lugar de ausentes no fim da tarde, quando já se sabe quem não veio. Se isso tivesse acontecido em escala, a parte dos eleitores liberados sem biometria subiria perto das 17h. Não subiu:
Parte dos eleitores liberados sem biometria, por hora do dia (Brasília)
Eleitores habilitados em cada hora, no horário de Brasília (fuso de cada município). Depois das 17h foram 2.507 liberações manuais, entre cerca de 31 mil eleitores habilitados.
A taxa cai ao longo da manhã e fica perto de 6% da hora do almoço até o fim da tarde. Isso não exclui um mesário agindo em outro momento de pouco movimento, como o meio do dia, mas não há em nenhum horário um salto que indique liberações em massa. Depois das 17h, com a votação prorrogada, foram 2.507 eleitores liberados manualmente, entre cerca de 31 mil habilitados nesse horário.
A página principal conta 2.224 pedidos de liberação manual registrados depois das 17h. Aqui contamos os eleitores habilitados depois das 17h, o que inclui quem pediu a liberação um pouco antes. Também por isso há mais votos depois das 17h (34.466) que eleitores habilitados nesse horário: muitos foram habilitados pouco antes das 17h e votaram logo depois.
6. O mesário e a digital
O que aconteceu antes de cada liberação
O log mostra quantas leituras de digital a urna fez antes de cada uma das 8,6 milhões de liberações manuais:
86,6%das liberações manuais vieram depois de quatro leituras da digital, nenhuma reconhecida
11,0%depois de uma a três leituras (nas outras tentativas, o tempo esgotou)
2,5%sem nenhuma leitura: as quatro tentativas esgotaram o tempo
74 sem média por liberação manual, contra 18 s pela digital
Isso mostra que, em quase todos os casos, havia um dedo no leitor. Não mostra de quem era o dedo: o log não guarda a digital lida, e quem quisesse votar no lugar de outro poderia pôr o próprio dedo. Por isso este dado não é prova de que o eleitor estava presente.
Em 2,5% das liberações (211.890), a urna não leu nenhuma digital: as quatro tentativas terminaram por tempo esgotado, o que acontece quando o dedo não é apoiado ou o leitor não o detecta. Esses casos estão espalhados (só 8 urnas no país tiveram 20 ou mais) e não têm relação com o voto: nas seções sem nenhum caso, o Lula mudou +2,76 pontos; com 3 a 5 casos, +2,97; com 11 ou mais, +2,84.
Quem autorizou?
Antes da votação, os mesários registram a digital na urna. Na liberação manual, a urna compara a digital de quem autoriza com esses registros e com o cadastro biométrico dos mesários como eleitores:
em 5.831.339 liberações (67,7%), reconheceu um mesário e gravou o título de eleitor dele no log;
em 2.785.363 (32,3%), a digital não era de nenhum mesário registrado. A urna gravou essa digital e liberou o eleitor mesmo assim, anotando que "não é possível associar a habilitação a um mesário". Em 44.838 urnas, todas as liberações manuais foram assim.
Cada vez que aparece uma digital que não bate com nenhum mesário nem com uma digital já guardada, a urna a grava como "nova": foram 1.277.635 no país. Isso é um teto para o número de dedos diferentes, não de pessoas, porque o mesmo dedo mal lido pode virar uma digital "nova". Nas urnas com algum caso, a mediana é de 2 digitais novas; 90% têm até 7, 1% tem mais de 28, e o máximo é 252.
A urna não exige que quem autoriza seja um mesário registrado, e é uma fragilidade do procedimento. Os dados não dizem quem eram essas pessoas. Mesário que não registrou a digital no começo do dia ou que foi substituído são explicações possíveis, não verificadas. A digital fica guardada na urna, e a Justiça Eleitoral pode conferir de quem é. O que os dados mostram é que isso não acompanha o voto: comparando seções do mesmo município, ir de nenhuma a todas as liberações sem mesário identificado muda o voto em +0,02 ponto (margem de −0,01 a +0,06). Se essas liberações fossem votos falsos para um lado, numa seção com a taxa média a diferença seria de vários pontos.
Mudança do Lula, por parte das liberações manuais sem mesário identificado na urna
Pontos de mudança do 1º para o 2º turno, nas seções com 5 ou mais liberações manuais. Comparando seções do mesmo município, ir de nenhuma a todas as liberações sem mesário identificado muda o voto em +0,02 ponto (margem de −0,01 a +0,06).
7. As urnas fora do padrão
Existem 122 urnas fora do padrão. O tamanho delas não muda o resultado, mas elas merecem ser conferidas pelo TRE.
Procuramos três sinais:
Metade ou mais dos eleitores liberados sem biometria. São 97 urnas, com 23.050 eleitores. A média do país é 6,75%.
Liberações em sequência que o acaso não explica. Normalmente, os eleitores liberados sem biometria aparecem espalhados pela fila. Numa urna típica, a maior sequência seguida é de 2 eleitores, e em 99,9% das urnas não passa de 5. Para cada urna, calculamos a chance exata de a maior sequência aparecer por acaso, dada a taxa de liberação daquela urna. Em 23 urnas, essa chance é menor que 1 em 10 milhões.
20 ou mais eleitores seguidos liberados sem biometria, mesmo quando a taxa alta da urna torna isso provável. São 90 urnas, quase todas já incluídas nos dois grupos anteriores; 4 entram só por este critério.
Urnas pela maior sequência de eleitores seguidos liberados sem biometria
Número de urnas no Brasil (sem o exterior, onde não há biometria). A grande maioria tem no máximo 2 ou 3 seguidas; 123 urnas têm 10 ou mais, e 90 delas, 20 ou mais.
Por que 1 em 10 milhões? Quando se olham 499 mil urnas, aparecem centenas de casos "improváveis" só por acaso. Com o corte de 1 em 1.000, seriam 354 urnas, menos do que as cerca de 500 que o acaso sozinho produziria entre 499 mil. Com 1 em 10 milhões, o acaso explicaria menos de uma urna no país inteiro. A chance calculada de cada urna está no arquivo seq_improvavel.csv, no pacote para download.
Como elas são por dentro
Abrimos o log das maiores sequências. O padrão se repete:
Cada eleitor teve quatro leituras de digital não reconhecidas, e só então veio a liberação manual. Não houve pulo de etapa nem leitor desligado, mas o log não diz de quem era o dedo.
O ritmo é o de uma fila normal, de um a dois minutos por eleitor. A sequência de 102 eleitores em Dias d'Ávila (BA) levou quase três horas.
A maioria começa de manhã. Das 90 urnas com 20 ou mais liberações seguidas, 54 começaram entre 8h e 10h59, e 16 entre 11h e 11h59. Só 5 começaram depois das 15h.
Estão agrupadas. 34 das 90 ficam na Bahia, quase todas na região metropolitana de Salvador e no Recôncavo: Lauro de Freitas (9 urnas), Candeias (5), Simões Filho (4), Dias d'Ávila (3), Terra Nova (3), São Francisco do Conde e São Sebastião do Passé. É compatível com um problema local, de leitores ou do cadastro biométrico, mas não confirmamos isso com o TRE da Bahia.
O fenômeno existe nos dois turnos. No 1º turno, em que o Flávio ficou em primeiro, 138 seções tiveram metade ou mais dos eleitores liberados sem biometria. Das 97 do 2º turno, 65 já estavam nessa situação no 1º, 15 tinham entre 20% e 50%, e 17 deram um salto, saindo de menos de 20%, como as seções 335 e 336 de Candeias (BA), que foram de 14% e 7% para 90% e 87%.
O voto e o comparecimento nelas
Grupo
Urnas
Eleitores
Lula no 1º turno
Lula no 2º turno
Mudança
Comparecimento
Saldo do Lula
Metade ou mais sem biometria
97
23.050
58,79%
61,20%
+2,41
+3,51
+5.002
Sequência que o acaso não explica
23
5.935
56,91%
59,92%
+3,01
+2,91
+1.131
20 ou mais seguidas
90
22.397
60,40%
62,84%
+2,45
+4,07
+5.556
As 122 juntas
122
29.551
58,40%
60,88%
+2,47
+3,38
+6.214
Brasil
497.897
127,9 mi
48,98%
51,78%
+2,80
+1,71
+4.430.191
Uma urna pode estar em mais de um grupo. Parcela do Lula entre os votos dos dois finalistas, nas mesmas seções. "Comparecimento" é a média, por seção, de quanto o comparecimento subiu (pontos) do 1º para o 2º turno. O saldo é a diferença entre os votos do Lula e do Flávio no 2º turno.
Essas urnas votam mais no Lula do que a média do país porque ficam em lugares que já votavam assim no 1º turno, e o voto nelas mudou praticamente igual ao resto do país. O comparecimento é outra história: subiu 3,4 pontos nelas, o dobro da média do país (1,7). Se tivessem subido como a média, seriam cerca de 800 eleitores a menos nas 122 urnas juntas. É pouco para o resultado e pode ter outras causas, mas é exatamente o sinal que um voto no lugar de ausentes deixaria, e é mais um motivo para conferir os cadernos dessas seções.
A lista completa, com município, zona e seção, está no anexo.
8. Perguntas de um leitor cético
Antes de publicar, pedimos a um modelo de inteligência artificial que fizesse o papel de um eleitor desconfiado das urnas, que lesse o rascunho desta página procurando furos e fizesse as perguntas mais duras. Ele também apontou erros e números inconsistentes no rascunho, que corrigimos. As perguntas estão abaixo, na ordem de importância que ele deu, com as nossas respostas.
1. Os testes medem a mudança entre os turnos. E se o mesário votasse no lugar de ausentes nos dois turnos, na mesma proporção? Isso some nas contas.
Some nas comparações entre turnos, sim. É um limite real, e por isso fizemos um teste que não depende da mudança: o de comparecimento no mesmo turno. Voto no lugar de ausente aumenta o comparecimento, então as seções com mais liberação manual teriam comparecimento acima das vizinhas. Têm abaixo, nos dois turnos (seção 4). O perfil das seções pode influenciar esse teste, mas teria de ser forte o bastante para inverter o sinal. Além disso, para mudar o resultado essa fraude precisaria de mais da metade de todas as liberações do país, cerca de 9 por urna, nos dois turnos. A prova definitiva é a conferência das assinaturas nos cadernos, que só a Justiça Eleitoral pode fazer.
2. Comparar cada seção com a média do próprio município esconde uma fraude espalhada pela cidade inteira.
Esse teste sozinho esconde, sim. Por isso o repetimos entre municípios do mesmo estado (+0,008 ponto por ponto, margem de −0,033 a +0,049) e entre estados, onde a liberação subiu mais justamente onde o Lula cresceu menos. Também medimos o comparecimento entre municípios: onde a liberação subiu mais, o comparecimento não subiu junto (seção 4).
3. Vocês auditam a urna com o depoimento da própria urna. Se o software estivesse comprometido, o log mentiria junto.
Correto, e esta página não responde a isso. Ela testa uma hipótese específica: mesários votando no lugar de ausentes, uma fraude humana na seção. Para essa hipótese, o log é uma testemunha útil, porque o mesário não consegue editá-lo, e os arquivos conferem com a cadeia de resumos até o índice assinado pelo TSE. Não conferimos a assinatura digital de cada urna. Para uma fraude no software, o log não é independente da urna, e o que existe são os testes de integridade com urnas sorteadas, a inspeção do código e o Teste Público de Segurança, como explica a seção de limites da auditoria principal.
4. A taxa subiu nos nove estados do Nordeste e caiu em MS, PR, TO, DF e GO. Subiu onde o Lula é forte e caiu onde o Flávio é forte. Por que o texto chamava isso de "quase colado"?
A observação está certa e corrigimos o texto (seção 2). A correlação entre a variação da taxa e o voto do Lula nos estados é de +0,54. O que testa fraude é se o voto mudou mais onde a liberação subiu, e foi o contrário: correlação de −0,27. O Piauí subiu +0,35 ponto na liberação e teve o menor crescimento do Lula (+1,21); Mato Grosso do Sul caiu −0,57 e teve um dos maiores (+3,22). As variações por estado vão de −0,57 a +0,43 ponto.
5. São 2,8 milhões de liberações autorizadas por uma digital que não é de mesário registrado, e em 44 mil urnas nenhuma teve mesário identificado. Quem eram? A regra exige o registro? Alguém conferiu?
Não sabemos quem eram: a urna guarda a digital, mas o log não. Não verificamos o que a norma do TSE exige sobre o registro de todos os mesários, nem temos notícia de conferência dessas digitais. É uma pergunta legítima para o TSE. O que medimos: os casos estão espalhados por 371 mil urnas (mediana de 5 por urna) e não acompanham o voto. Comparando seções do mesmo município, ir de nenhuma a todas as liberações sem mesário identificado muda o voto em +0,02 ponto (margem de −0,01 a +0,06).
6. O mesário tem o documento e o caderno na frente, e o ano de nascimento não é segredo. Que trava real impede um mesário de liberar quem faltou?
No momento da votação, nenhuma trava técnica impede: um mesário pode liberar um eleitor ausente. O que existe é detecção depois: os outros mesários e os fiscais de partido na seção, a assinatura que o eleitor precisa deixar no caderno (que teria de ser falsificada), a digital de quem autorizou, gravada pela urna, e o próprio eleitor ausente, que passa a constar como votante. Por isso a pergunta desta página não é se é possível, e sim se há sinal nos dados de que aconteceu em escala.
7. "Quatro leituras da digital": de qual dedo? O mesário pode pôr o próprio dedo quatro vezes.
Pode, e o log não diz de quem era o dedo. O rascunho tratava esse dado como evidência de que o eleitor estava lá, e corrigimos: ele só mostra que havia um dedo no leitor (seção 6). Quem pode verificar é a Justiça Eleitoral, se as leituras ficarem guardadas na urna. Daria para ver se as liberações de uma sequência longa são de pessoas diferentes ou de um dedo só.
8. Os dados de vocês trazem 1,28 milhão de "digitais novas" e o texto não falava nisso. De onde saem tantas?
A urna grava uma digital "nova" sempre que a digital de quem autoriza não bate com nenhum mesário nem com uma digital já guardada. O mesmo dedo mal lido pode virar uma "nova", por isso 1,28 milhão é um teto de dedos diferentes, não de pessoas. Nas urnas com algum caso, a mediana é de 2; 1% das urnas tem mais de 28, e o máximo é 252. Em outras 1,51 milhão de liberações, a digital bateu com uma "nova" já guardada, ou seja, a mesma pessoa não registrada autorizou de novo. Agora está na seção 6.
9. "A mudança do voto é a mesma com ou sem mesário identificado"? O gráfico mostra +2,75 contra +2,94. Qual é a margem de erro?
As diferenças do gráfico vêm em boa parte de onde ficam essas urnas. Refizemos o teste comparando seções do mesmo município, com margem de erro: +0,02 ponto de nenhuma a todas as liberações sem mesário identificado, com margem de −0,01 a +0,06. O texto agora dá esse número em vez de "é a mesma".
10. Votar no lugar de ausente aumenta o comparecimento e a liberação ao mesmo tempo. Onde o comparecimento subiu, a liberação subiu junto?
Não tínhamos feito esse teste, e é dos melhores. No conjunto do país, quase nada: +0,02 ponto de comparecimento por ponto de liberação, contra cerca de +0,8 se fossem votos de ausentes. Isso limita esse tipo de fraude a no máximo uns 3% do aumento da liberação. Nas 122 urnas fora do padrão, porém, o comparecimento subiu o dobro da média do país, o equivalente a cerca de 800 eleitores. Está nas seções 4 e 7.
11. No Nordeste, seções com 80% ou 90% de Lula não têm espaço para crescer. Esse "teto" não esconde a fraude?
No Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste, o Lula tem entre 30% e 51% nessas faixas, longe de qualquer teto, e a mudança também cai conforme a liberação sobe: no Sudeste, de +3,91 para +2,92. O teste do mesmo município também compara seções vizinhas, com níveis de voto parecidos.
12. O "0,00 ponto" é uma reta, e no gráfico as pontas caem para −0,22. A margem considera que seções da mesma cidade não são independentes?
Agora considera: recalculamos tratando as seções de cada município como um bloco, e a margem passou a ir de −0,004 a +0,002. Trocamos o "zero" por "indistinguível de zero" e explicamos a ponta que cai: nas 3 mil seções com os maiores aumentos de liberação, o voto se desvia cerca de 0,2 ponto na direção do Flávio, umas 20 vezes menos do que se esse aumento fosse voto falso para ele.
13. As urnas viraram uma lista, e só. Alguém pediu ao TRE para conferir os cadernos? Sem isso, como concluir que "parece leitor com defeito"?
Ninguém pediu, e não dá para concluir: reescrevemos o texto, que agora trata leitor ou cadastro com problema como hipótese compatível com o que se vê, não como conclusão. A lista está publicada, com município, zona e seção, para que qualquer eleitor, partido ou o Ministério Público Eleitoral possa pedir a conferência.
14. "Já eram assim no 1º turno" é uma média que esconde saltos: Candeias 335 foi de 14% para 90%. Que leitor quebra só no 2º turno?
Os saltos existem: 17 das 97 urnas tinham menos de 20% no 1º turno. Mas o movimento contrário também: no 1º turno, 138 seções tinham metade ou mais dos eleitores liberados sem biometria, e 73 delas ficaram abaixo de 50% no 2º. O fenômeno aparece e desaparece nos dois turnos. Nas 17 urnas que saltaram, o voto mudou +2,71 pontos, perto da média do país, e o comparecimento subiu +3,7. Elas estão no anexo e merecem conferência.
15. Os cortes foram escolhidos por vocês, e a lista não batia com o texto: 90 urnas com 20 ou mais seguidas, mas só 86 na lista.
Era um erro, e corrigimos: agora a lista inclui as 4 urnas com 20 ou mais seguidas que não entravam nos outros critérios, e tem 122 urnas. O corte de 1 em 10 milhões vem de olharmos 499 mil urnas ao mesmo tempo. Com 1 em 1.000 seriam 354 urnas, menos do que o acaso sozinho produziria. A chance calculada de cada urna está no pacote para download, para quem quiser usar outro corte.
16. A concentração na região de Salvador, de voto forte no Lula, foi confirmada com o TRE da Bahia?
Não. A concentração é um fato dos dados; a explicação por leitores ou cadastro é hipótese. O voto nessas urnas mudou como no resto do país, mas o comparecimento subiu mais. São as primeiras da lista a conferir.
17. E os mortos que "votaram"?
Esta auditoria não consegue verificar. Seria preciso cruzar quem consta como votante no caderno de cada seção com os registros de óbito, e os cadernos não são públicos. É um cruzamento que a Justiça Eleitoral e o Ministério Público podem fazer.
18. Por que confiar neste site?
Não é preciso. Os dados são públicos, os scripts estão no pacote para download e os resumos SHA-256 dos arquivos de resultado estão em Como refazer, para conferir que o arquivo baixado é o mesmo usado aqui. O Apuração Aberta é um painel independente, feito por Diogo Machado, sem ligação com partidos ou campanhas e sem anúncios. Não houve revisão externa por especialistas. A única revisão foi a desta seção.
19. Quero conferir uma seção sozinho, por exemplo Candeias, zona 127, seção 335. Preciso baixar 112 GB?
Não. O site de resultados do TSE publica os arquivos de cada seção, entre eles o log da urna (arquivo terminado em -log.jez). Com o log baixado, o script biometria_olhar_urna.py mostra, eleitor a eleitor, a maior sequência de liberações manuais, as tentativas de digital e o que a urna registrou sobre o mesário. Os 112 GB só são necessários para refazer o país inteiro.
20. "Se 1% do aumento fosse voto falso…": 1% de quê? Quantos votos falsos o teste consegue detectar?
A frase era ambígua, e a reescrevemos (seção 4). A margem do teste do mesmo município diz que no máximo cerca de 0,4% do aumento da liberação manual seria voto falso para o Lula, ou 0,8% para o Flávio. Sobre o aumento de 290 mil liberações do 1º para o 2º turno, isso dá no máximo uns 1.100 votos para o Lula ou 2.200 para o Flávio. Uma fraude que não acompanhasse o aumento da liberação não seria medida por esse teste. Os outros testes e os limites tratam disso.
9. Os limites desta auditoria
O que não dá para saber
Por quê
Quem pode verificar
Se o eleitor liberado estava na seção
A prova é a assinatura no caderno de votação, que não é público.
O TRE e o cartório eleitoral, com o caderno de cada seção. O anexo diz por onde começar.
De quem era o dedo lido nas tentativas
O log diz que a digital foi lida e não reconhecida, mas não traz a digital.
A Justiça Eleitoral, se as leituras ficarem guardadas na urna.
De quem era a digital não associada a um mesário
A urna guarda a digital, mas o log só diz que ela não era de nenhum mesário registrado.
A Justiça Eleitoral, comparando com a digital dos mesários da seção.
Em quem votou o eleitor liberado sem biometria
O registro digital do voto é gravado embaralhado, sem ligação com o eleitor nem com o horário, para garantir o sigilo.
Por desenho, ninguém. Por isso os testes comparam grupos de seções.
Uma fraude igual nos dois turnos
As comparações entre turnos cancelam o que é igual nos dois.
O teste de comparecimento no mesmo turno (seção 4) dá um sinal; a prova é a conferência dos cadernos.
Uma fraude no software da urna
O log é gravado pela própria urna. Conferimos a cadeia de resumos até o índice assinado pelo TSE, não a assinatura de cada urna.
Testes de integridade com urnas sorteadas, inspeção do código-fonte e Teste Público de Segurança.
Eleitores falecidos que constem como votantes
Seria preciso cruzar os cadernos com os registros de óbito.
A Justiça Eleitoral e o Ministério Público.
Se alguém tiver um indício concreto sobre uma seção, como o relato de um fiscal, uma ocorrência na ata ou o nome de um eleitor que não votou e aparece como votante, o caminho é o TRE ou o Ministério Público Eleitoral. O log da seção pode ser conferido por qualquer pessoa, como explicado abaixo.
Anexo: as 122 urnas fora do padrão
"Sem biometria" é a parte dos eleitores da seção liberados manualmente, pelo BWeb. "Maior sequência" é o maior número de eleitores seguidos liberados sem biometria, pelo log, com a hora de início no relógio da urna (fuso local). "Chance ao acaso" é a chance exata de uma sequência daquele tamanho aparecer por acaso, dada a taxa da urna; aparece quando é menor que 5%. O grupo diz por qual critério a urna entrou: "50%+" (metade ou mais sem biometria), "improvável" (sequência com chance menor que 1 em 10 milhões) ou "20+ seguidas".
UF
Município
Zona
Seção
Grupo
Eleitores
Sem biometria (2º turno)
Sem biometria (1º turno)
Maior sequência (início)
Chance ao acaso
Lula, 1º → 2º turno
AL
Delmiro Gouveia
40
12
50%+, 20+ seguidas
144
51,4%
93,7%
26 (09:20)
1,6 × 10⁻⁷
71,0% → 68,3%
AL
Olho D'Água das Flores
11
119
50%+, 20+ seguidas
234
95,3%
63,4%
75 (12:29)
60,1% → 63,2%
BA
Araci
123
98
improvável, 20+ seguidas
311
35,7%
23,7%
21 (15:32)
2,1 × 10⁻⁸
80,1% → 80,2%
BA
Candeias
127
14
50%+, 20+ seguidas
246
82,9%
42,7%
32 (10:22)
66,1% → 67,8%
BA
Candeias
127
212
improvável, 20+ seguidas
322
22,0%
18,1%
28 (08:04)
7,2 × 10⁻¹⁹
84,2% → 85,0%
BA
Candeias
127
326
50%+, 20+ seguidas
317
89,0%
88,8%
71 (11:04)
78,5% → 79,7%
BA
Candeias
127
335
50%+, 20+ seguidas
314
89,5%
13,9%
45 (08:27)
81,1% → 83,4%
BA
Candeias
127
336
50%+, 20+ seguidas
281
86,5%
6,7%
20 (08:33)
80,6% → 81,6%
BA
Coribe
61
7
50%+, 20+ seguidas
213
52,1%
17,1%
24 (11:49)
1,2 × 10⁻⁵
71,1% → 68,8%
BA
Dias D'Ávila
186
21
50%+, 20+ seguidas
232
93,1%
93,3%
39 (13:13)
67,0% → 66,7%
BA
Dias D'Ávila
186
91
50%+, 20+ seguidas
224
85,7%
82,8%
24 (11:00)
78,2% → 78,6%
BA
Dias D'Ávila
186
134
50%+, 20+ seguidas
225
96,9%
87,9%
102 (08:40)
74,6% → 77,2%
BA
Glória
84
340
50%+, 20+ seguidas
155
74,2%
64,1%
24 (13:53)
93,3% → 92,8%
BA
Lauro de Freitas
180
149
50%+, 20+ seguidas
319
68,7%
16,2%
36 (10:18)
65,3% → 65,1%
BA
Lauro de Freitas
180
175
50%+, 20+ seguidas
339
76,7%
16,7%
20 (09:05)
74,3% → 74,2%
BA
Lauro de Freitas
180
202
50%+, 20+ seguidas
348
86,8%
86,2%
21 (11:02)
52,3% → 53,4%
BA
Lauro de Freitas
180
232
50%+, 20+ seguidas
339
85,0%
89,8%
72 (12:54)
8,5 × 10⁻⁵
67,0% → 71,2%
BA
Lauro de Freitas
180
236
50%+, 20+ seguidas
316
90,5%
81,9%
38 (09:19)
55,7% → 61,0%
BA
Lauro de Freitas
180
280
50%+, 20+ seguidas
324
89,8%
78,1%
29 (11:59)
64,7% → 68,2%
BA
Lauro de Freitas
180
331
50%+, 20+ seguidas
314
92,7%
91,9%
44 (09:18)
77,7% → 81,8%
BA
Lauro de Freitas
180
386
50%+, 20+ seguidas
340
92,6%
94,1%
43 (13:08)
65,3% → 68,9%
BA
Lauro de Freitas
180
547
50%+, 20+ seguidas
355
91,3%
67,4%
64 (11:44)
51,4% → 53,8%
BA
Maraú
78
158
50%+, 20+ seguidas
198
61,1%
8,9%
78 (10:54)
80,0% → 82,7%
BA
Santo Amaro
178
51
improvável
248
16,1%
12,4%
18 (08:11)
2,3 × 10⁻¹⁴
89,4% → 88,5%
BA
Simões Filho
33
139
50%+, 20+ seguidas
218
89,0%
91,0%
58 (09:22)
82,4% → 86,7%
BA
Simões Filho
33
222
50%+, 20+ seguidas
339
90,3%
91,4%
32 (10:07)
71,8% → 73,2%
BA
Simões Filho
33
228
50%+, 20+ seguidas
293
82,6%
84,6%
30 (10:46)
63,1% → 67,0%
BA
Simões Filho
33
241
50%+, 20+ seguidas
310
88,1%
87,0%
28 (08:02)
73,5% → 75,7%
BA
São Francisco do Conde
162
14
50%+, 20+ seguidas
233
94,4%
98,6%
53 (13:19)
85,1% → 84,8%
BA
São Francisco do Conde
162
96
50%+, 20+ seguidas
262
72,5%
96,7%
37 (10:52)
1,7 × 10⁻⁴
90,7% → 91,8%
BA
São Gonçalo dos Campos
108
148
50%+, 20+ seguidas
72
88,9%
20,0%
56 (08:49)
9,7 × 10⁻⁶
83,6% → 85,7%
BA
São Sebastião do Passé
128
17
50%+, 20+ seguidas
241
85,5%
46,2%
30 (13:02)
80,4% → 83,4%
BA
São Sebastião do Passé
128
59
50%+, 20+ seguidas
258
84,1%
88,4%
44 (09:01)
85,8% → 87,4%
BA
Tanque Novo
168
178
50%+, 20+ seguidas
297
92,6%
91,5%
46 (08:37)
92,8% → 93,0%
BA
Terra Nova
128
155
improvável, 20+ seguidas
196
45,9%
77,2%
44 (08:04)
7,5 × 10⁻¹⁷
78,2% → 79,5%
BA
Terra Nova
128
179
50%+, 20+ seguidas
234
69,2%
92,2%
41 (11:44)
3,4 × 10⁻⁶
88,4% → 86,1%
BA
Terra Nova
128
190
50%+, 20+ seguidas
320
92,8%
93,2%
60 (09:41)
78,2% → 81,4%
CE
Apuiarés
50
220
50%+
266
50,8%
45,3%
13 (08:19)
1,4 × 10⁻²
68,5% → 70,2%
CE
Camocim
32
175
50%+, 20+ seguidas
182
91,8%
95,1%
33 (08:02)
60,8% → 62,1%
CE
Camocim
32
189
20+ seguidas
268
28,0%
14,1%
34 (15:03)
83,0% → 82,3%
CE
Chaval
108
1
50%+, 20+ seguidas
188
93,6%
93,3%
43 (08:26)
87,5% → 86,0%
CE
Granja
25
115
improvável
282
7,8%
5,0%
10 (08:18)
2,3 × 10⁻¹⁰
83,3% → 84,6%
CE
Jaguaribe
10
6
50%+, 20+ seguidas
187
89,3%
33,1%
42 (09:34)
92,5% → 92,9%
CE
Jaguaribe
10
7
50%+, 20+ seguidas
261
77,4%
76,2%
28 (08:13)
80,8% → 80,6%
CE
Massapê
45
89
improvável, 20+ seguidas
260
37,7%
87,1%
45 (09:40)
4,4 × 10⁻²¹
62,4% → 65,0%
CE
Morada Nova
47
36
50%+, 20+ seguidas
223
79,4%
74,1%
52 (09:34)
4,3 × 10⁻⁵
69,2% → 71,8%
CE
Sobral
24
330
50%+
302
54,0%
54,9%
2 (14:09)
65,4% → 69,7%
ES
Serra
53
978
20+ seguidas
255
40,8%
27,0%
32 (15:39)
60,2% → 63,3%
GO
Corumbaíba
5
65
20+ seguidas
287
41,8%
17,5%
20 (13:39)
1,6 × 10⁻⁶
42,4% → 43,6%
GO
Nova Crixás
110
116
50%+, 20+ seguidas
178
88,2%
11,5%
50 (11:00)
36,8% → 40,0%
GO
Trindade
49
175
50%+
274
59,9%
92,1%
3 (14:05)
42,9% → 46,7%
GO
Trindade
49
216
50%+, 20+ seguidas
220
90,0%
93,7%
32 (08:01)
51,8% → 55,3%
MA
Anajatuba
109
67
50%+
129
82,2%
72,1%
16 (10:45)
91,9% → 92,9%
MA
Paço do Lumiar
93
55
improvável, 20+ seguidas
247
24,7%
5,6%
35 (14:29)
5,3 × 10⁻²⁴
53,2% → 57,2%
MA
Paço do Lumiar
93
328
50%+, 20+ seguidas
195
96,4%
71,0%
63 (10:34)
45,8% → 51,1%
MA
São Luís
2
97
50%+, 20+ seguidas
158
92,4%
90,3%
32 (11:34)
67,2% → 70,1%
MA
São Luís
10
282
improvável, 20+ seguidas
225
24,4%
24,9%
32 (08:02)
4,6 × 10⁻²²
55,8% → 59,1%
MA
São Luís
10
407
improvável
204
15,7%
6,1%
19 (14:08)
2,3 × 10⁻¹⁶
60,5% → 65,8%
MA
São Luís
10
887
50%+
31
90,3%
90,6%
13 (08:05)
67,7% → 67,7%
MG
Porto Firme
217
46
50%+, 20+ seguidas
262
84,0%
85,7%
24 (09:45)
54,1% → 57,8%
MS
Angélica
27
108
50%+, 20+ seguidas
186
90,3%
89,7%
28 (10:38)
33,5% → 35,5%
PA
Dom Eliseu
84
35
50%+
172
82,0%
80,9%
14 (13:43)
43,8% → 45,6%
PA
Santa Maria do Pará
4
443
50%+
285
60,0%
50,7%
13 (10:10)
52,1% → 54,4%
PA
Santa Maria do Pará
4
465
50%+
276
52,2%
57,0%
12 (10:22)
55,4% → 57,2%
PA
Santo Antônio do Tauá
36
424
50%+
112
88,4%
60,3%
14 (13:34)
85,3% → 88,3%
PA
São Domingos do Capim
50
102
50%+
214
51,9%
53,9%
7 (08:45)
74,8% → 75,1%
PA
São Domingos do Capim
50
432
50%+
59
55,9%
53,0%
3 (09:41)
80,6% → 86,4%
PB
João Pessoa
77
78
improvável, 20+ seguidas
314
18,5%
8,6%
24 (13:54)
6,0 × 10⁻¹⁸
45,0% → 49,5%
PE
Barreiros
42
46
50%+, 20+ seguidas
188
92,6%
92,3%
29 (08:02)
69,5% → 68,7%
PE
Caruaru
105
324
50%+, 20+ seguidas
331
91,5%
93,0%
43 (10:33)
49,1% → 52,3%
PE
Caruaru
105
390
50%+, 20+ seguidas
139
97,1%
94,6%
54 (11:37)
59,7% → 61,2%
PE
Jataúba
54
185
50%+, 20+ seguidas
313
82,1%
89,2%
32 (09:51)
73,7% → 75,4%
PE
Sirinhaém
26
153
50%+, 20+ seguidas
162
92,0%
36,0%
35 (12:46)
75,4% → 76,3%
PE
São Caitano
44
106
improvável
285
15,8%
9,5%
15 (15:37)
2,4 × 10⁻¹¹
79,8% → 83,4%
PE
São Caitano
44
130
improvável
240
27,1%
63,0%
17 (08:01)
7,2 × 10⁻⁹
88,4% → 91,9%
PI
Miguel Alves
17
158
50%+, 20+ seguidas
91
94,5%
88,5%
30 (12:40)
90,0% → 88,2%
PR
Alto Paraná
87
9
improvável
242
13,2%
14,7%
11 (08:01)
8,2 × 10⁻⁹
34,0% → 35,6%
PR
Centenário do Sul
159
9
50%+, 20+ seguidas
209
93,8%
28,3%
43 (09:52)
44,4% → 49,3%
PR
Florestópolis
65
6
50%+
243
63,8%
31,2%
19 (13:14)
1,1 × 10⁻²
48,2% → 46,5%
PR
Guaraci
64
4
improvável, 20+ seguidas
224
44,2%
82,4%
40 (08:24)
3,4 × 10⁻¹⁵
33,7% → 34,8%
PR
Ibiporã
80
83
improvável, 20+ seguidas
291
43,0%
10,4%
46 (12:25)
6,9 × 10⁻¹⁸
17,9% → 23,3%
PR
Jacarezinho
24
84
improvável, 20+ seguidas
244
18,9%
13,1%
21 (09:31)
1,3 × 10⁻¹⁵
47,1% → 50,9%
PR
Santa Isabel do Ivaí
94
24
50%+
191
70,7%
39,8%
1 (15:56)
27,5% → 32,2%
PR
Santa Mariana
109
2
50%+, 20+ seguidas
243
81,1%
41,8%
43 (11:16)
2,1 × 10⁻³
40,2% → 45,6%
PR
São Pedro do Paraná
85
153
improvável
108
27,8%
16,5%
16 (14:12)
2,3 × 10⁻⁹
23,4% → 24,0%
PR
Tapejara
86
218
50%+, 20+ seguidas
175
87,4%
96,6%
42 (08:26)
26,9% → 30,4%
PR
Tomazina
19
52
50%+, 20+ seguidas
211
91,5%
93,5%
43 (09:45)
37,8% → 39,5%
PR
Tomazina
19
55
50%+, 20+ seguidas
227
99,1%
98,2%
137 (08:01)
32,4% → 36,9%
PR
Ubiratã
98
100
50%+, 20+ seguidas
207
97,1%
57,1%
139 (09:25)
42,1% → 47,5%
RJ
Nilópolis
221
178
50%+, 20+ seguidas
216
87,0%
9,3%
34 (11:58)
41,5% → 46,3%
RJ
Rio de Janeiro
8
74
50%+, 20+ seguidas
300
89,7%
25,3%
60 (11:27)
59,7% → 65,0%
RJ
Rio de Janeiro
9
262
50%+
339
59,0%
10,9%
2 (13:35)
38,3% → 40,0%
RJ
Rio de Janeiro
10
302
50%+, 20+ seguidas
312
77,2%
78,9%
34 (11:07)
6,2 × 10⁻³
47,7% → 48,0%
RJ
Rio de Janeiro
180
113
50%+, 20+ seguidas
268
61,2%
10,3%
30 (13:44)
6,0 × 10⁻³
36,8% → 43,5%
RJ
Rio de Janeiro
188
82
50%+, 20+ seguidas
269
84,8%
14,1%
29 (15:12)
59,7% → 65,1%
RJ
Rio de Janeiro
214
325
50%+
306
68,6%
58,2%
1 (13:32)
56,2% → 59,8%
RS
Bagé
7
50
50%+
221
68,3%
71,8%
15 (10:45)
33,2% → 35,0%
RS
Cotiporã
88
113
50%+, 20+ seguidas
294
95,9%
20,9%
60 (08:16)
17,5% → 20,0%
RS
Ivoti
118
143
20+ seguidas
331
42,3%
11,3%
65 (13:29)
28,4% → 31,9%
RS
Nova Boa Vista
83
77
50%+
108
50,9%
40,2%
6 (08:33)
17,8% → 23,1%
RS
Osório
77
93
50%+, 20+ seguidas
231
88,3%
78,6%
77 (10:45)
2,1 × 10⁻⁴
47,9% → 50,9%
RS
Santa Maria do Herval
153
13
50%+, 20+ seguidas
223
85,2%
91,3%
48 (11:31)
29,4% → 35,2%
SC
Itapema
91
5
50%+, 20+ seguidas
243
84,0%
62,0%
23 (08:31)
14,6% → 14,5%
SC
Itapema
91
26
50%+
276
51,8%
51,3%
8 (08:22)
13,3% → 17,5%
SC
Itapema
91
296
50%+
259
66,0%
90,5%
2 (13:43)
22,5% → 22,9%
SC
Rio Negrinho
74
57
improvável
250
9,6%
5,8%
9 (12:45)
3,3 × 10⁻⁸
17,2% → 20,3%
SC
Vitor Meireles
14
128
50%+
230
50,4%
22,3%
4 (14:00)
26,2% → 27,4%
SE
Aracaju
1
265
50%+
290
62,4%
7,6%
2 (12:32)
58,3% → 61,0%
SP
Embu das Artes
391
164
improvável, 20+ seguidas
271
19,9%
56,5%
20 (08:39)
7,7 × 10⁻¹⁴
59,6% → 61,9%
SP
Guarujá
310
15
50%+, 20+ seguidas
155
63,9%
83,1%
21 (08:13)
2,0 × 10⁻³
47,2% → 47,4%
SP
Guarulhos
394
417
improvável, 20+ seguidas
317
27,1%
4,2%
41 (15:25)
2,0 × 10⁻²⁵
52,6% → 57,1%
SP
Indaiatuba
211
302
50%+, improvável, 20+ seguidas
256
51,2%
6,0%
37 (11:17)
1,2 × 10⁻¹⁰
31,0% → 34,3%
SP
Pedregulho
155
67
50%+, 20+ seguidas
259
79,2%
87,1%
63 (08:59)
1,9 × 10⁻⁶
43,6% → 51,6%
SP
Santos
118
325
50%+, 20+ seguidas
209
89,5%
89,9%
45 (10:34)
64,8% → 65,3%
SP
São Bernardo do Campo
174
447
50%+, 20+ seguidas
218
94,0%
16,1%
38 (09:04)
49,4% → 48,3%
SP
São Paulo
6
427
50%+, improvável, 20+ seguidas
319
64,3%
12,9%
45 (09:52)
3,7 × 10⁻⁸
56,8% → 62,2%
SP
São Paulo
325
642
50%+, 20+ seguidas
184
91,8%
88,4%
36 (08:01)
44,9% → 50,6%
SP
São Paulo
328
846
improvável
279
17,9%
16,4%
19 (09:19)
5,4 × 10⁻¹⁴
56,4% → 59,5%
SP
São Paulo
392
34
50%+
199
82,9%
83,1%
14 (11:47)
48,2% → 54,9%
SP
São Paulo
392
40
50%+, 20+ seguidas
210
59,5%
13,7%
29 (10:30)
5,6 × 10⁻⁶
51,2% → 54,0%
SP
São Paulo
408
361
50%+, 20+ seguidas
278
97,8%
37,8%
131 (08:01)
62,8% → 64,4%
SP
São Vicente
340
114
50%+
234
72,6%
12,7%
16 (12:10)
46,8% → 53,4%
122 urnas. A lista em planilha está em auditoria/resultados/biometria/urnas_fora_do_padrao.csv, no pacote para download.
Como refazer e conferir
Uma seção só: baixe o log da urna (-log.jez) no site de resultados do TSE e rode python -I biometria_olhar_urna.py arquivo-log.jez. O script mostra, eleitor a eleitor, a maior sequência de liberações manuais.
O país inteiro: os logs de todas as urnas estão nos pacotes "Arquivos transmitidos para totalização" do Portal de Dados Abertos do TSE (cerca de 112 GB, os mesmos do censo da auditoria principal), e os microdados dos dois turnos no BWeb. Os scripts, no pacote para download, usam só Python 3, sem bibliotecas externas, e devem rodar nesta ordem:
biometria_mesarios.py: lê o log de cada urna e conta as liberações manuais, com e sem mesário identificado, os mesários, as sequências e o horário de cada sequência. Os títulos de eleitor dos mesários não saem do script.
biometria_horas.py: liberações por hora (horário de Brasília) e leituras de digital antes de cada liberação.
biometria_sequencias.py: chance exata de cada sequência aparecer por acaso.
biometria_numeros.py, biometria_testes.py e biometria_grupos.py: cruzamento com os dois turnos, testes de mudança do voto e de comparecimento, e os grupos de urnas fora do padrão.
biometria_consolidar.py: tabelas e lista do anexo.
Resumos SHA-256 dos arquivos de resultado, com o caminho de cada um dentro do pacote: